Ednaldo, rogai por nós

Nós gostamos de ser muderrnos, de ironia. Raul Gil é irônico. Um bando de trintões fazer festa com o palhaço Bozo é irônico. Do alto da nossa ironia nós gostamos de fingir que estamos aí com os naïfs, com aqueles que não digeriram direito a coisa e ficam por aí regurgitando o que não deviam. Mas o fato é que a ironia é, a menos que você seja um Oscar Wilde da vida, é só um verniz muito fininho para o fato de que nós não temos capacidade de criar nada de novo e ficamos regurgitando igualzinho aos tais naïfs. E o pior, todo mundo sabe disso menos nós. O que não deixa de ser irônico.

Por isso quando eu vejo o Ednaldo aí em cima, eu fico pensando que se eu encontrasse o Ednaldo em pessoa em Guarabira eu dira que cuidado, rapaz, se você continuar nesse caminho qualquer dia desses alguém na USP vai escrever uma tese de mestrado em semiótica sobre você. Ou por baixo vai rolar um documentário ou matéria na Piauí. E isso é muito pior que o anonimato, vai por mim.

A melhor coisa que eu ouvi em muito tempo

“Style is about class and class is about confidence and confidence is about believing in yourself which is, ultimately, about booze.”

Coisas de iPhone

Quem é do ramo sabe que a Apple recentemente liberou o seu kit de desenvolvimento para aplicações para o iPhone. Ou seja, qualquer um que saiba o que está fazendo pode escrever o seu próprio software para o seu celular. Então, fiquei pensando no que seria um “killer app” para o iPhone. Tive as seguintes idéias:

1. Detetor de proximidade de gente de quem você não gosta. Você programa o número do telefone celular deles e o iPhone te dá um discreto sinal quando eles estiverem por perto. Imagine: a ex (ou a atual, por que não?) está no bar onde você está prestes a entrar; o seu iPhone toca a trilha sonora do filme O Monstro da Lagoa Negra e você dá meia-volta e vai beber em outra freguesia, salvo de uma roubada pelo seu celular.

2. Programa que acha o último nome da lista telefônica (Zózimo Zoroastro ou algo assim), chama o número e pergunta se ele(a) não tem vergonha de ser o último nome da lista telefônica.

3. Software que simula a voz de pessoas famosas e deixa mensagens no seu iPhone. Que depois você pode ouvir na frente dos seus amigos usando o Viva Voz assim como quem não quer nada. Vem nos sabores Fernando Collor, Rita Cadillac e Marcelinho Carioca. Pode também ser usado para incriminar desafetos deixando mensagens de ex-namoradas “por engano” no celular da atual.

4.Aplicação que deixa mensagens às 3 da manhã no telefone do escritório do teu chefe para mostrar o quanto você é esforçado.

5. Software para espantar crianças chatas que querem mexer no seu celular. Produz sons combinando as vozes do Esqueleto, Gargamel, Freddie Kruger e Darth Vader dizendo que “se você tocar em mim, eu virei hoje à noite ao teu quarto e comerei o teu fígado.”

6. Programa de inteligência artificial que faz um barulho de peido bem alto toda vez que o operador de telemarketing disser “estaremos fazendo uma promoção…”

Mais Velharias

Achei uns projetos gráficos que eu fiz faz alguns anos.  Esse aqui foi o logo que eu fiz para o web site do Lost Vegas, uma festa anual aqui em San Francisco que é basicamente Las Vegas com sérias restrições orçamentárias.  Por exemplo, tinha ratos rodando a roleta, você podia apostar em corrida de baratas e por aí vai…  Daí eu aproveitei e fiz um stencil do Rat Pack, que um dia desses vou transferir para chapa de metal.

A Propaganda É o Ópio do Povo.

Quando eu fui editor do Spock Science Monitor, o único jornal do mundo escrito, editado, impresso e distribuído (5000 cópias semi-diárias, não é pouca porcaria não. É muita porcaria. ) num deserto, um dos problemas que eu tinha era que o meu staff de “jornalistas” estava em permanente estado de embriaguez e arrancar um artigo dos caras (quase todos caras, tinha uma menina também, mas ela bebia ainda mais que os “cabas”) era uma tarefa braba, que consistia em esconder todas as garrafas de whiskey à vista e sair correndo para não apanhar. Depois de algumas horas de relativa sobriedade e muito mau humor, eles e ela tinham garranchado algumas linhas. Mas não era suficiente para encher as páginas do jornal. Então eu apelava e fazia uns “anúncios” para encher linguiça e espaço.

Hoje estava remexendo nuns arquivos velhos e achei os anúncios.

E este aqui foi inspirado numa frase do Xico Sá:

As edições do Spock Science Monitor podem ser encontradas aqui:

Xi…

Talvez este blog saia do ar aí no Brasi por alguns dias. Aparentemente, algum gênio jurídico Brasileiro achou que a melhor forma de resolver uma pendenga é bloquear o site inteiro do WordPress,que hospeda este blog, no Brasil. Espero que não aconteça, mas em se tratando do sistema legal Brasileiro, pode-se esperar tudo, menos justiça ou racionalidade.

Mais detalhes aqui

Então, se algum dos meus três leitores não puder ler o blog, pode ir se queixar (ou agradecer, sei lá) ao juiz.

Industrial Light & Magic dos Pobres

Você está fazendo um filme, um vídeo e tem ambições de George Lucas mas orçamento de Zé do Caixão?
Seus problemas acabaram!
Veja aqui neste artigo do Graffiti Research Labs instruções passo a passo para fazer o seu próprio “efeito Matrix”, aquele em que a câmera fica girando em torno da cena congelada, por uma precinha camarada. Dá para fazer bem mais barato que os caras se usar câmeras de computador.

Aliás , o site onde isso está publicado, o Instructables, é um dos meus web sites preferidos. Ensina desde como construir um robô com panelas a como fazer o seu próprio iglu. Não são necessariamente as coisas mais úteis para se saber, mas nunca se sabe…

Outra invenção do Graffiti Research Labs: graffiti a laser. Tudo o que você precisa é um giroscópio acoplado a uma fonte de laser, software, uns circuitos aqui e ali e pronto.

Óia aí:

Es Nosotros en la fita…

A Jenn voltou de três semanas se saracoteando pela Europa enquanto eu fiquei aqui mesmo limpando o cocô da gata dela, que teve diarréia. Se isso não é prova de amor, não sei o que é.

Uma das cidades que ela visitou foi Barcelona. Barcelona é na minha opinião o nexo do Universo. Um lugar onde você bebe muito vinho, fuma muitos cigarros, come muito jamón serrano (que depois que eu vi aquele filme Jamón, Jamón, continuo comendo, mas meio cabreiro) e fica vendo aquelas casas de massinha do Gaudí. Sem falar que o Catalão é na verdade o Português falado por Portugueses que nasceram na Catalunha, então tá tudo em casa. Um lugar onde o povo sabe viver, onde trabalha-se o necessário e diverte-se até ficar triste. San Francisco é uma cidade supimpa, mas eu trocava San Francisco por Barcelona num piscar de olhos.

E não é que a Jenn foi lá e ficou com uma amiga dela, nativa de Barcelona, que tinha estudado em San Francisco e está doida para dar o fora de lá e voltar para a Califórnia?

Moral da história: nós queremos o que não temos. E o que nós temos, nós não queremos.

Ô filosofiazinha sub-botequim…

Eu quero o que ela está bebendo.

Coachella coachou

Coachella. Uns amigos me convidaram para ir, ingresso “de grátis” se eu fosse ajudar a montar umas instalações e soldar umas esculturas no lugar, como a Steam Punk Tree House aí em cima, mas sem chance, menos por não poder tirar férias agora e mais porque Coachella, a terra da garrafinha de água a 5 dólares, é uma farsa. “Alternativo” é o Raul Gil. Tenha a santa paciência.

Senão, vejamos: Jack Johnson. A respeito deste rapaz, tenho uma historinha. Outro dia desses, estava num café num desses subúrbios modorrentos de classe alta do Vale do Silício, quando ouvi duas donas de casa, exemplos acabados da Perua Calvinista, o equivalente Americano do original nacional, falando do cidadão:

-”Aquele Jack Johnson é muito legal, as minhas filhas adoram. E além do mais, ele é Havaiano, mas é branco!”

Pois é. Quem mais? Ah, Roger Waters. MIA. Spiritualized. Bonde do Rolê.

Socuerro. Ainda bem que são pelo menos 700 Km me separando disso aí.

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