O Barraco do Obama
Pois é, a tal da eleição… Tenho sido muito perguntado sobre o que eu penso a respeito do Barack.
Por aqui só dá Barack isso, Barack aquilo; os críticos dizem que os comícios dele parecem um culto religioso enquanto os partidários dizem que isso não tem nada a ver porque em cultos religiosos JESUS CRISTO EM PESSOA não aparece para divulgar a sua mensagem.
Mas o que dizer do Obama? Em vez de falar do Obama, vou contar a história de um amigo meu da época da pós-graduação. Nós alugávamos uma casa juntos em Cambridge, MA. O cara, que permancerá anônimo, era, quer dizer, é, extremamente inteligente e culto, com várias publicações científicas e leituras variadas sobre Literatura, História, Economia. E ainda por cima um senhor desportista, jogava futebol melhor que 99% dos Brasileiros que moravam na cidade, ganhava corridas, era um excelente esquiador, velejava, jogava vôlei.
E para completar a figura, é Dinamarquês, alto, loiro, de olhos azuis. Eu não sou do ramo, mas a mulherada devia achá-lo bonito, pois caía matando em cima. E ele não se fazia de rogado. Ninguém saberia, pois ele era fino e não comentava, mas eu sabia porque dormia no quardo ao lado, separado por uma parede muito fina, o que tornava assim mais deprimente ainda a secura da minha horta, mas esta é outra história. Dava até raiva.
Ou melhor, não dava. Porque além disso tudo, o cara era gente fina, humilde, simpático e bem humorado. Uma espécie de Walter Salles escandinavo, mas mais animado. Um cara com quem se poderia discutir o Dogma 95 mas também falar de futebol tomando cachaça com torresmo no Cu do Padre.
Então ele tinha a mística do cara sem defeitos, até a fatídica noite em que demos uma festa em casa e ele enfiou o pé na jaca, agarrou a mulher, digamos assim, de beleza mais simples da festa, se trancou no quarto com ela, o povo do lado de fora ouvindo a gritaria através da já mencionada parede fina, tudo isso encerrado em grande estilo com o tradicional ajoelhar-se frente aos deuses da porcelana no banheiro.
Na manhã seguinte, falando com alguém sobre a ascenção e queda do nosso querido amigo, ele me disse:
-Estou aliviado; agora sabemos que ele é humano como nós.
É assim que eu vejo o Obama. O cara é gente fina demais, ninguém aquenta. Enquanto não descobrirem algum podre dele, permanecerei profundamente desconfiado.
Comments(4)






