Ednaldo, rogai por nós
Nós gostamos de ser muderrnos, de ironia. Raul Gil é irônico. Um bando de trintões fazer festa com o palhaço Bozo é irônico. Do alto da nossa ironia nós gostamos de fingir que estamos aí com os naïfs, com aqueles que não digeriram direito a coisa e ficam por aí regurgitando o que não deviam. Mas o fato é que a ironia é, a menos que você seja um Oscar Wilde da vida, é só um verniz muito fininho para o fato de que nós não temos capacidade de criar nada de novo e ficamos regurgitando igualzinho aos tais naïfs. E o pior, todo mundo sabe disso menos nós. O que não deixa de ser irônico.
Por isso quando eu vejo o Ednaldo aí em cima, eu fico pensando que se eu encontrasse o Ednaldo em pessoa em Guarabira eu dira que cuidado, rapaz, se você continuar nesse caminho qualquer dia desses alguém na USP vai escrever uma tese de mestrado em semiótica sobre você. Ou por baixo vai rolar um documentário ou matéria na Piauí. E isso é muito pior que o anonimato, vai por mim.
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