Archive for December, 2007|Monthly archive page

Natal em San Francisco

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A Lua sobre a California Street, em Nob Hill.

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De 0 a 100 em 2 segundos

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Um dia você está DJzando nas montanhas da Califórnia. Entre um e outro CD (e uma cervejinha também que ninguém é de ferro) você bate papo com um amigo. Mais tarde naquela noite, você pega o violão, o amigo pega o saxofone e você fazem um som. Vocês falam, totalmente da boca prá fora, que “nós devíamos montar uma banda um dia desses”. Daí você volta para San Francisco e nada acontece por algumas semanas até que um dia você recebe um email do amigo chamando para o primeiro ensaio. O cara arregimentou uma seção de metais, baterista, teclado, duas vocalistas e um bando de dançarinas de cabaré(!!)
Você entra com o baixo. Tudo bem. Vocês ensaiam por um mês, gravam uma fita demo até que um dia o amigo diz que arranjou o primeiro show da banda.

Na véspera de Ano Novo. Na maior festa de Ano Novo em San Francisco.

Para um público de 8000 pessoas.

Com 4 ou 5 ensaios.

Briga de cachorro grande, com bandas conhecidas, DJ’s famosos. E nós lá no meio. Tocando jazz e soul music tipo Motown. Só espero não levar a maior vaia. Não que eu nunca tenha levado vaias, levei várias. Mas nunca de 8000 pessoas. Ai meu São Cipriano.

Um Feliz Natal Para a Senhora Sua Mãe Também

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Acabei reciclando o cartão do ano passado porque estou sem paciência para fazer um este ano. “Eis-lo”. Considerem-se desejados um feliz Blá Blá Blá e  próspero Tonga da Milonga do Kabuletê.

Segunda Sem Lei

Segunda passada a costa da Califórnia inteira se acendeu com megawatts de swell do Oeste. Oeste é uma direção pouco comum e as ondas ficam mais perigosas, fechando mais. Em geral a ondulação de Inverno vem de Norte-Noroeste
De San Diego a San Francisco, as ondas entraram com tamanho e força na maior ondulação dos últimos anos.

E o Inverno fez a sua primeira vítima. Peter Davi, um experiente surfista de ondas grandes de 45 anos, morreu afogado ao tentar surfar no braço as ondas gigantes de Ghost Tree, em Monterey, a cerca de 100 km ao Sul de Mavericks. Isso num dia em que todos estavam surfando com a ajuda de jet-skis. Eu cheguei a tentar surfar em Montara, a cerca de 3 km ao Norte de Mavericks. Estava simplesmente suicida, séries de 15, 20 pés, ninguém na água. Ocean Beach parecia uma máquina de lavar, com bancadas a dois,três quilômetros da praia quebrando. O Potato Patch na saída da Golden Gate estava simplesmente cabuloso. Pena que eu estava sem a câmera. De agora em diante a câmera, a telefoto e o tripé ficam no carro até o fim do Inverno.

E em Mavericks entrou uma série que o local do pico e amigo da Jenn Grant Washburn estava calculando em 80 pés, ou 27 metros de altura…Os Brasileiros Carlos Burle, Danilo Couto e Rodrigo “Monster” Rezende estavam lá.

O Inverno promete, mas vai ter que dar uma baixada para eu tomar coragem de entrar na água…

Enquanto isso a construção do paddleboard prossegue, depois de aprender na marra e da maneira mais difícil como trabalhar com carpintaria naval e com epoxy… Até o fim de Janeiro deve estar pronto, para que eu possa fazer a escolta de um amigo vai fazer a travessia de Alcatraz para comemorar o aniversário de 50 anos dele. Pelado. No dia mais frio do inverno. Vai entender…

O dia em que eu fui sequestrado

Dez da noite ontem, quatro da manhã no Brasil.  Toca o meu celular, chamada da casa dos meus pais.  Com meus pais já numa certa idade, é o telefonema que eu não quero receber.  Atendo já me preparando para o pior.  É a minha mãe.  Muito nervosa.

Aparentemente, eu fui sequestrado.  E os sequestradores ligaram para os meus pais e me botaram para chorar no telefone.  E queriam cinco mil reais.  Pô, eu acho que eu valho mais que isso.

Já tinha ouvido falar desse golpe, ontem chegou a minha vez.  Ainda bem que os meus pais souberam conduzir a coisa e ligaram para mim e para a polícia.

Eu reclamo prá caramba, mas eu vivo em um lugar onde eu posso ir às duas da manhã tirar dinheiro do caixa eletrônico sem problemas.  Onde eu paro no sinal vermelho de madrugada, sem ter que olhar para todos os lados.  Onde eu posso andar pela rua escutando o meu iPod numa boa.  No fundo, eu sou um cara de sorte.

Passe a Caninha Jamel, por favor

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Depois de todos estes anos fora do país, ainda dói. Isso sem falar no aluguel de São Paulinos, Flamenguistas e Aquele Outro Time Cujo Nome Não Será Mencionado e Que Levou Uma Piaba de 3×1 Ontem.   O jeito é pensar em dias melhores, como os da foto acima.

Faço minhas as palavras do Juca Kfouri. E só.