Archive for May, 2008|Monthly archive page

Grandes Frases da Humanidade Universal de Todos os Tempos

“E aí rapá, te vejo na orgia hoje à noite?”
-Nero

“Ai!”
-John Fitzgerald Kennedy

“Passa o sal, por favor?”
-Mahatma Ghandi

“A Felicidade é uma vaca deitada no pasto.”
-Diógenes

“Porra, banana de novo para o almoço?”
-Fidel Castro

“Vai arregar?”
-Saddam Hussein

“Dá tempo de ir no banheiro antes?”
-George W. Bush

“Mas eu sou muito fodão mesmo, hein?”
-Michelangelo

“Aí ó, tá assim de neguinho lá embaixo!”
-Leônidas

“Estou indo para a Espanha, querida.”
-Carlos Magno

“Sim, eu gostaria de um chá.”
-Winston Churchill

“Às vezes eu me pergunto se vale a pena mesmo…”
-Jesus Cristo

“Vagabas.”
-Snoop Doggy Dogg

“Na hora eu achei que era uma boa idéia.”
-Napoleão

<Arroto>
-Idi Amin Dada

“Droga, pisei num cocô de elefante!”
-Aníbal

“Sem mentira, era DESSE tamanho!”
-Ernest Hemingway

“Rubicão é a mãe!”
-Júlio César

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Uno, nessuno e centomila

Era um excelente dia para ir ao banco. Entrei na agência respirando fundo o ar de fornicação pecuniária, uma discreta bacanal no templo de Mamon.

Mostrei a minha identidade, um ritual criado não para provar que eu era aquele que eu dizia que era, mas ao contrário, para mostrar que eu não era alguém que não era eu.  Há uma diferença.

A bancária olhou para a imagem daquele espectro de anos passados, para a minha encarnação em frente ao guichê, uma segunda vez para o retângulo colorido de plástico e de volta para mim. E, de trás dos seus dentes escurecidos veio a pergunta:

– Mas o que aconteceu?

Eu tive um sentimento passageiro de gratidão. Ela queria saber. Mas agora eu me dava conta de que eu também queria.

– O que aconteceu? Uma matilha de pequenos desapontamentos e indignidades cotidianas, feitos heróicos sem testemunhas, chuva e seca, vinho e vômito. Os Outros. É o que aconteceu.

Ela me olhou, compreensiva. Aqueles olhos bovinos, maternais. Eu vi a brecha.

– Será que dá para você cancelar a multa do saldo negativo?

Não, não dava.

E se o Hitler organizasse o Burning Man?

Seria assim.  Seria?

Caminhão a café


O caminhão movido a café que eu ajudei a construir acabou saindo no blog da MAKE Magazine. E eu fiquei sabendo disso através do meu amigo Renato, que mora em São Paulo. Globalização é isso. Eu fabriquei o trocador de calor, o ciclone e parte de uma das câmaras de combustão do Pois É da foto acima. Quase morri de envenenamento por monóxido de carbono enquanto soldava umas placas numa sala fechada enquanto o motor rodava. Não tentem isso em casa.

Para falar a verdade verdadeira, o caminhão não é realmente movido a café. Café é meio ruim de gasificar, pois teria que ser compactado em bolinhas. Mas papelão, lasca de madeira, basicamente qualquer matéria orgânica que dê para queimar funciona, desde que devidamente empelotada. Daí o processo de gasificação produz hidrogênio, que é bombeado direto para o carburador, via um sistema sofisticadíssimo consistindo de uns tubos de metal achados no ferro-velho e um balde de plástico. Tecnologia dos Flintstones.

Veja mais aqui.

Viajandão

Aqui como aí este fim de semana é prolongado. Então vamos viajar. Para um deserto bem longe. Você sabe que o feriado promete quando a discussão sobre a viagem é nesse nível:

” People have died on <…> Road in the midst of a storm, but … we will assess conditions and NOT risk our lives. I have no intention of getting myself stuck in the mud.”

Se eu não voltar até Terça-Feira, chamem o Exército.

Encontros com Homens Notáveis – Parte 2

Eric Reed Boucher. Também conhecido como Jello Biafra. Aí na foto acima, com talvez o único cara mais chato e insuportável que ele* na Civilização Ocidental: Henry Rollins. Fico imaginando os dois no mesmo lugar ao mesmo tempo, dá para ouvir o pssssss… dos sacos enchendo como se fossem pneus.

Pois é. Neste fim de semana, quando eu estava assistindo ao show do Sr. Blowfly abaixo (cada uma que em que eu me meto..), lá estava o Jello, dando o ar de sua desgraça. Aí ele foi ao bar pegar uma cerveja e no caminho pisou no meu pé. E nem pediu desculpas.

Jello Biafra pisou no meu pé. Babaca.

* Devo revisar o ranking. Tem o Bono também, que realmente é um formidável concorrente desses dois.

Sabadão Sertanejo

No sábado à noite, fui ao Bottom of the Hill ver este senhor aqui:

Blowfly. Pelo que deu para entender das letras, o Sr. Blowfly, um velhinho de Miami, Flórida, gosta muito de duas coisas: 1) Cheirar cocaína e 2) Fazer sexo oral em mulheres.

A banda que abriu foi essa aqui:

Chama-se Hammerlock. Que eu descreveria como o Motorhead, se o Motorhead morasse num trailler park no Sul dos Estados Unidos. Como aqueles caras daquele seriado, que ficavam correndo com um carro, fugindo do Xerife Roscoe. Como era o nome mesmo?
Agora, a tia do meio, a baixista, saiu ou não saiu daquele filme do Russ Meyer, Faster Pussycat Kill Kill?

Power Tool Drag Races

Fotos por Scott Beale/Laughing Squid

O ACE Junkyard é um pedacinho do Terceiro Mundo em San Francisco.

O folclórico Bill the Junkman, o dono do lugar, acumula todo e qualquer tipo de traste (não só trastes, outro dia ele me deu um servidor da Sun ainda em condição de jogo, de graça. Eu retribuí com uma garrafa de scotch.)

Entre o ácido de bateria jorrando pelo chão, todo tipo de metais tóxicos, fluido de transmissão e coisas que pegam fogo e explodem, você acha aquela coisa de que você precisava para acabar a sua escultura feita de sucata ou consertar o carburador daquela pickup 1973 que você comprou por 200 dólares semana passada.

E se você usar o abracadabra “projeto artístico”, o Bill te faz um precinho camarada ou te deixa levar na faixa. Assim é o Bill.

E, uma vez por ano, o Bill abre as portas para a Power Tool Drag Races, uma corrida de dragsters movidos a ferramentas elétricas.

Furadeiras, esmeris, compressores, vale tudo. Quanto mais gambiarra melhor. Eu passei o fim de semana trabalhando na corrida, construindo a pista e organizando as largadas.

Não tinha água no lugar, só cerveja. Quando me dei conta, com o calor de 33 graus já tinha tomado uma caixa inteira lá pelas 3 da tarde. Mas aí eu já não estava nem mais aí prá nada.

Tem gente que exagera:

e os dois comentaristas, os meus amigos Dr. Hal e John Hell:

O fim de semana não foi nada mau. Nem dá para reclamar que é segunda-feira.

Fotos por Scott Beale/Laughing Squid.

Ednaldo, rogai por nós

Nós gostamos de ser muderrnos, de ironia. Raul Gil é irônico. Um bando de trintões fazer festa com o palhaço Bozo é irônico. Do alto da nossa ironia nós gostamos de fingir que estamos aí com os naïfs, com aqueles que não digeriram direito a coisa e ficam por aí regurgitando o que não deviam. Mas o fato é que a ironia é, a menos que você seja um Oscar Wilde da vida, é só um verniz muito fininho para o fato de que nós não temos capacidade de criar nada de novo e ficamos regurgitando igualzinho aos tais naïfs. E o pior, todo mundo sabe disso menos nós. O que não deixa de ser irônico.

Por isso quando eu vejo o Ednaldo aí em cima, eu fico pensando que se eu encontrasse o Ednaldo em pessoa em Guarabira eu dira que cuidado, rapaz, se você continuar nesse caminho qualquer dia desses alguém na USP vai escrever uma tese de mestrado em semiótica sobre você. Ou por baixo vai rolar um documentário ou matéria na Piauí. E isso é muito pior que o anonimato, vai por mim.

A melhor coisa que eu ouvi em muito tempo

“Style is about class and class is about confidence and confidence is about believing in yourself which is, ultimately, about booze.”