Archive for September, 2008|Monthly archive page

Façam suas apostas

Eu botei dez merréis no Coisa Ruim.  Merréis mesmo que dólares eu não tenho mais…Aliás, talvez seja a hora de investir em vacas, bodes, colares de miçangas e conchas para fazer escambo, agora que o Congresso mandou o Fed ir pentear macacos.

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Sei…

Dear American:

I need to ask you to support an urgent secret business relationship with a transfer of funds of great magnitude.

I am Ministry of the Treasury of the Republic of America. My country has had crisis that has caused the need for large transfer of funds of 800 billion dollars US. If you would assist me in this transfer, it would be most profitable to you.

I am working with Mr. Phil Gram, lobbyist for UBS, who will be my replacement as Ministry of the Treasury in January. As a Senator, you may know him as the leader of the American banking deregulation movement in the 1990s. This transaction is 100% safe.

This is a matter of great urgency. We need a blank check. We need the funds as quickly as possible. We cannot directly transfer these funds in the names of our close friends because we are constantly under surveillance. My family lawyer advised me that I should look for a reliable and trustworthy person who will act as a next of kin so the funds can be transferred.

Please reply with all of your bank account, IRA and college fund account numbers and those of your children and grandchildren to wallstreetbailout@treasury.gov

so that we may transfer your commission for this transaction. After I receive that information, I will respond with detailed information about safeguards that will be used to protect the funds.

Yours Faithfully Minister of Treasury
Henry Paulson

Let’s move to Korea and be Ninjas

Frankenstein Jones e sua rádio online de maravilhas acústicas. Ele é termodinâmico, internacional e biodesagradável.

Vai lá:

São Paulo

Hoje é a minha última noite aqui.  Amanhã volto para San Francisco.  Vim meio na corrida, para o aniversário do meu pai.  Fizemos uma surpresa para ele, que não sabia que nós vínhamos.  Quase matamos o véio.

Infelizmente não pude ver quase nenhum dos velhos (e poucos) amigos, mas fiz alguns novos.  Também satisfiz os meus fetiches de pastel de feira, caldo de cana,  quibe do Jaber (mas do Habib’s também), caipirinha de cachaça com limão e pizza paulistana (ninguém acredita lá quando eu digo que a pizza de sumpaulu é melhor do mundo) além de assistir ao melhor programa humorístico do Brasil: o horário eleitoral.  Dinei, se eu pudesse, votava em você.  óuuuuuu! E os taxistas parecem que abandonaram a sua compulsão de votar no Maluf.

Fiquei engarrafado nas Marginais, na 23, na Radial Leste, fui a Cumbica 4 vezes em uma semana.  Com todos os problemas de trânsito, insegurança, a bagunça e os serviços ineptos, São Paulo é uma puta cidade.   Tem uma energia única, é um lugar de gente aberta, onde rola fácil o papo com o taxista, o feirante, a caixa do supermercado, o segurança do bar, se conta e se ouve uma  piada como se nos conhecessemos há anos.  Já morei, estudei e trabalhei na Ásia, na Europa e na América do Norte e São Paulo é única na sua humanidade que insiste em fazer esse caos urbano funcionar de alguma maneira.  É quase um milagre.

Eu ainda tenho lembranças muito ruins da última vez em que estive aqui, mas foi muito bom voltar, mesmo que por pouco tempo.  Quem sabe um dia eu volto de vez…  Mas amanhã volto para a minha também querida, nevoenta e temperamental San Francisco.  No fundo eu sou um cara de sorte.

Aquele abraço, Sampa.  Até a próxima.