Archive for November, 2008|Monthly archive page

Machismo de Macho

machismo

E ainda por cima sabor cactus…  Mas pensando bem, acho que cigarro que não causa câncer é coisa de fruta.

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Imagens

O fim de semana clássico começa a aparecer nas Internetes.
Abaixo, San Francisco sábado passado…

“You can keep your California sunshine”

Sol, nenhuma nuvem no céu, calor, sem vento ou só com uma leve brisa de Nordeste.

Bem-vindos ao Outono na Califórnia.  Época dos caranguejos Dungeness, caquis e sol.

E de Ocean Beach com 2 a 2.5 metros bem servidos e perfeitos.  Ondas à vontade prá todo mundo, sem stress. Eu e a Jenn passamos o fim de semana inteiro na praia.  Só arredamos pé quando eu não tinha mais braço para remar, aí íamos tomar umas cervejinhas e comer, que ninguém é de ferro.

E essa maravilha continua Segunda adentro.  Hoje à tarde, depois do almoço, ficarei doente e vou direto para a sessão de talassoterapia.

Simplesmente um luxo

thefish

Isso sim é que é locomoção.  Este é o Fish, do meu amigo Mark, estacionado na porta da casa da Jenn.  Passamos muitas horas felizes neste carro, na cidade e no deserto, incluindo uma noite dirigindo pela cidade às três da manhã, eu na plataforma em cima do carro com o microfone na mão e os alto-falantes no talo, “Pamonha, Pamonha, Pamonha… é o puro creme do milho de Piracicaaaaba”.  Daí a policia nos parou.  Mas que valeu a pena, valeu.

Propaganda-verdade

Antes:

Depois:

Mais um remix de um outdoor dos meus amigos do Billboard Liberation Front. E quase em frente de casa.

Press release aqui.

The book is on the table

american_tourist

Confirmado: estarei em São Paulo entre 18 e 27 de Dezembro. Alguém quer alguma coisa daqui? (vou me arrepender desta pergunta, eu sei…)

Dois caras de Illinois

Eu sou um cara cínico. Sempre fui. Mas quem sabe talvez dessa vez não seja só retórica. Pela origem dele, pelo passado, pela postura durante a campanha e pelas decisões que ele já está tomando, eu vou me permitir alguma esperança ressabiada.

A charge do Steve Sack acima diz tudo.

“It smells… like Victory.”

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Para se ter uma idéia da catarse que tomou conta de San Francisco ontem à noite, imagine se o Corinthians tivesse ganho a Libertadores (sempre se pode sonhar…)

Os Americanos não são, digamos, efusivos como os Brasileiros.  Em 16 anos neste país as duas únicas vezes em que eu vi carreatas com carros buzinando e pessoas dançando nas ruas foram:

1) quando o Brasil ganhou a Copa do Mundo em 94, em Boston, e era um bando de Brasileiros comemorando

e

2) Ontem à noite.

Cheguei ao trabalho à uma da tarde, mas ninguém está nem aí para nada, afinal este é um momento histórico. Pela primeira vez na história os Americanos elegeram um presidente Havaiano.   Incrível.

McCain levou uma acachapante sumanta em San Francisco.  Mas infelizmente a Prop 8 perdeu.  A luta continua.

Mas o que eu quero mesmo saber é se a gente já pode começar o socialismo ou vamos ter que esperar pela posse.  Por que o bunker do Dick Cheney é meu, ninguém tasca que eu falei primeiro!

A ressaca vai ser braba

ressaca
Pennsyvania está no saco para Obama.  A conservadora Carolina do Norte está bem azulzinha…  A Flórida também.  Falta Ohio.

Pelo jeito a festa hoje vai até tarde.  Vou me acabar.  Festa melhor que essa só o funeral do Dick Cheney que eu estou aguardando ansiosamente com uma garrafa de Moët Chandon que está guardada desde 2004…

hic!

Futebol e Baixaria, a Base da Cidadania

Hoje, se der tudo certo, acabam oito anos de trevas. Não tenho nenhuma ilusão de que este país não vai sair do buraco tão cedo, mas pelo menos é o fim de um governo que fez uma bela imitação do Fascismo. Obama vai passar quatro anos fazendo faxina, só para talvez conseguirmos voltar ao ponto em que estávamos em 2000.

Acordei às cinco da manhã para ir correr, como faço todos os dias, e às sete já podia ver filas nas portas de várias secões eleitorais. Nunca tinha visto tanto interesse numa eleição por aqui, uma vez que o voto é facultativo. Mas neste ano reina um clima de ódio aos Republicanos aqui em San Francisco e as pessoas estão aparecendo em massa para votar.

O sistema eleitoral Americano é ridiculamente Bizantino e nós Brasileiros podemos sorrir com ar superior quando comparamos as nossas eleições com as deles. Já os candidatos, não sei. Mas apesar de tudo, o sistema tem alguns pontos de que eu gosto bastante. As iniciativas populares, por exemplo. A nível municipal ou estadual, qualquer um pode propor uma iniciativa que, se aprovada pelos eleitores, automaticamente se transforma em lei. Basta conseguir um determinado número de assinaturas para colocar a iniciativa na cédula de votação. Por exemplo, o Chicken John (sempre ele, a quem eu acabei de chamar de idiota porque ele apóia o partido verde, que tem traço nas pesquisas) e outros colocaram uma iniciativa para batizar a maior estação de tratamento de esgoto da Bay Area de Usina George Bush de Esgoto. Existem outras iniciativas mais sérias, como a Proposição 8, que define na Constituição eleitoral da Califórnia o casamento como sendo somente entre um homem e uma mulher, o que anularia todos os casamentos entre pessoas do mesmo sexo que ocorreram aqui depois que a Suprema Corte do Estado derrubou a proibição por se tratar de discriminação. Na verdade, depois da campanha presidencial (também estão sendo eleitos deputados e senadores), esta proposição é a que mais recebeu dinheiro, dos dois lados e a que está atraindo mais atenção. Os que apoiam e emenda constitucional são os os pobres coitados crédulos e supersticiosos de sempre: Mórmons, Evangélicos e Católicos. O “sim” e o “não” estão rigorosamente empatados, essa vai ser de roer as unhas.

Pelo jeito vai dar Obama, mas o candidato mais interessante para mim foi o Mike Gravel, que concorreu nas primárias do partido Democrata e, perdendo, tentou as primárias do Partido Libertário. Perdeu de novo. Mike Gravel foi um dos dois únicos senadores que votaram contra a Resolução do Golfo de Tonkim, que deu início à Guerra do Vietnã. Ele também foi quem revelou os famosos Papéis do Pentágono, quando era senador pelo Alaska (veja só como os tempos mudam…)

Mas o melhor do Mike Gravel são os vídeos de campanha. Ele tem o “spot” mais pós-moderno (alguém por favor psicografe Jacques Derrida e Michel Foucault para explicar isso)

… e um bem engraçado também: